OMS alerta sobre os riscos causados pelo crescimento do jogo e das apostas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta sobre o crescimento da indústria do jogo, destacando os riscos à saúde pública gerados pela normalização das apostas esportivas e outros jogos de cassino. Em relatório publicado esta semana, a agência da ONU revelou que os problemas relacionados ao jogo estão em ascensão e estima que cerca de 1,2% da população adulta mundial sofra de ludopatia.

Além disso, conforme relatório, para cada pessoa afetada, cerca de seis outras, geralmente não jogadores, são impactadas. Outros números importantes da OMS dos riscos apontam que pessoas com problemas relacionados ao jogo têm 15 vezes mais chances de cometer suicídio do que a população geral.

A agência criticou a falta de regulamentação eficaz da indústria, especialmente em relação ao jogo online. A OMS alertou que muitos provedores não licenciados oferecem produtos de jogo não regulamentados, colocando em risco a saúde e a segurança dos jogadores. A organização também destacou a falha dos padrões de “jogo responsável”, que, em muitos casos, não conseguem proteger os consumidores de maneira adequada.

A OMS propôs uma série de medidas para mitigar os danos causados pelo jogo. Entre as recomendações estão a proibição de toda publicidade, promoção e patrocínio relacionados ao jogo, bem como a implementação de limites de perdas e apostas máximas. A organização também sugeriu a imposição de pausas obrigatórias durante as sessões de jogo para evitar o vício.

Outro ponto destacado pela OMS foi o estigma em torno dos transtornos relacionados ao jogo. Ao contrário de outras dependências, o jogo problemático tem uma taxa de tratamento muito baixa, com menos de 1% das pessoas afetadas buscando ajuda profissional.

Por fim, a OMS anunciou que irá coordenar um grupo de especialistas globais para enfrentar os desafios de saúde pública associados ao assunto. O foco será reduzir o estigma relacionado ao transtorno, combater a publicidade e promoção do jogo e desenvolver estratégias para diminuir os índices de jogo problemático, com especial atenção para os países de baixa e média renda.

Fonte: Casino.org

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